O Nordeste estava no centro da expansão das energias renováveis no Brasil, mas o debate permanecia distante de grande parte da população.
Termos técnicos como transição energética, desenvolvimento verde e economia regenerativa ainda não se conectavam facilmente às questões que atravessam a vida nos territórios: emprego, renda, água, direitos, preservação do rio São Francisco e participação nas decisões sobre grandes empreendimentos.
Em um dos ciclos eleitorais mais polarizados da história recente do país, as eleições de 2022, o desafio era fazer essa agenda ultrapassar os círculos especializados e entrar no debate público sem perder rigor, identidade regional ou independência política.