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O Nordeste não é um cenário da transição. É o protagonista.

Como transformamos energia renovável, emprego e segurança hídrica em uma agenda pública enraizada na cultura e nos territórios do Nordeste.

O problema vivo

O Nordeste estava no centro da expansão das energias renováveis no Brasil, mas o debate permanecia distante de grande parte da população.

Termos técnicos como transição energética, desenvolvimento verde e economia regenerativa ainda não se conectavam facilmente às questões que atravessam a vida nos territórios: emprego, renda, água, direitos, preservação do rio São Francisco e participação nas decisões sobre grandes empreendimentos.

Em um dos ciclos eleitorais mais polarizados da história recente do país, as eleições de 2022, o desafio era fazer essa agenda ultrapassar os círculos especializados e entrar no debate público sem perder rigor, identidade regional ou independência política.

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A virada estratégica

O Plano Nordeste Potência precisava ganhar vida pública e não ser meramente divulgado.

Construímos uma estratégia para transformar suas propostas em experiências, narrativas e espaços de participação capazes de mobilizar diferentes públicos da região.

Em vez de explicar a transição somente por dados, partimos das pessoas que já estavam construindo soluções. Em vez de usar a cultura como ilustração, fizemos dela uma infraestrutura de conexão. E, em vez de apenas acompanhar as eleições, criamos um mecanismo para tornar visíveis as propostas — e também as ausências — dos candidatos.

Elemento Fundo Nordente Potencia 02

O movimento colocado em marcha

A cultura como linguagem
de mobilização

Cordéis virtuais, conteúdos regionalizados e influenciadores identificados com os públicos prioritários transformaram energia, clima, emprego e água em conversas acessíveis, afetivas e culturalmente reconhecíveis.

O território como ponto de partida

A Caravana e a websérie Nordeste Potência percorreram a bacia do São Francisco conectando influenciadoras, especialistas e comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas e agricultoras. As histórias traduziram temas complexos a partir das experiências de quem vive e transforma o território.

A eleição como oportunidade de incidência

O Palanque Virtual analisou os planos de governo nos estados nordestinos, destacou propostas e lacunas e abriu espaço para posicionamentos, cobranças e diálogo com candidatos, comitês eleitorais e equipes dos governos eleitos.

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O movimento colocado em marcha

0 % do eleitorado nordestino alcançado

A mobilização chegou a 1.960.973 pessoas nas plataformas Meta (o equivalente a aproximadamente 5% do eleitorado do Nordeste à época).

As publicações geraram mais de 756 mil interações, com participação expressiva de mulheres, jovens e pessoas com mais de 60 anos, nossos públicos-chave.

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Uma narrativa acompanhada por milhares de horas

O ecossistema audiovisual alcançou:

0 mil
visualizações no YouTube
0 mil
horas de exibição
0 mil
novos inscritos no canal

A escolha dos mensageiros foi parte da estratégia. A participação de Carla Perez, por exemplo, aproximou o movimento de públicos que dificilmente seriam alcançados por uma comunicação socioambiental convencional. Um único conteúdo respondeu por 57% dos inscritos conquistados pelo canal e abriu espaço para a presença do Nordeste Potência no CarnaSol, em Salvador.

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Da atenção à participação política

O site recebeu 27.450 usuários, dos quais 23.867 acessaram o Palanque Virtual para conhecer e comparar as propostas dos estados.

Mais do que gerar tráfego, o Palanque:

estimulou manifestações e cobranças por políticas públicas;

ampliou a interlocução com candidatos e equipes de governos eleitos;

tornou visíveis propostas e ausências relacionadas ao desenvolvimento verde;

preservou o caráter apartidário do movimento em um ambiente de alta polarização.

A consequência

O Nordeste Potência ajudou a deslocar a transição energética de um debate restrito a especialistas para uma conversa pública sobre desenvolvimento, direitos e futuro.

O movimento conectou território, cultura, opinião pública e política para afirmar que o Nordeste não deve apenas receber empreendimentos ou fornecer energia limpa ao país. Deve participar das decisões, distribuir oportunidades e liderar uma transição que seja também justa para suas comunidades.

Nosso papel: não foi divulgar um plano pronto. Foi criar as condições para que ele entrasse na cultura, no debate político e nas escolhas sobre o futuro da região.

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